

CONSIDERAÇÕES
SOBRE O LINUX E O KURUMIN
Hoje,
não resta dúvida que o Linux está conquistando um grande espaço entre os usuários
de computadores do mundo inteiro, sejam eles empresas ou usuários domésticos.
A idéia de software livre, na maioria das vezes gratuito, chama a atenção e
faz com que pensemos seriamente na possibilidade de sair do Windows e migrarmos
para o Linux. Como muitos, eu também me interessei e trilhei este caminho de
migração. Alguns meses depois, após muitas instalações e reinstalações e
muito “quebra-cabeça”, encontrei no Linux um sistema robusto, confiável e
que pode ser utilizado sem maiores dificuldades desde que você dedique um certo
tempo para se familiarizar com ele.
Muitas
vezes, a pressa em querer logo abandonar o Windows se torna uma grande
dificuldade e faz com que a pessoa não dê o devido valor ao Linux, acaba
desistindo e voltando ao Windows (mesmo que o continue chamando de Ruindows).
Por isso, antes de pensar em algum tipo de migração definitiva, devemos levar
em consideração alguns aspectos, como por exemplo ter o Linux em Dual Boot com
o Windows, assim você faz uma migração tranqüila e vai aproveitando o melhor
dos dois sistemas. Abaixo, seguem mais algumas questões interessantes.
1. Distribuições:
Ao
instalar um Windows 98, por exemplo, além do sistema operacional, encontramos
poucos aplicativos: editores de texto, imagem, alguns joguinhos, um player,
ferramentas de configuração, etc. Mas em geral, todos os aplicativos que
realmente iremos usar no dia a dia temos que comprar à parte e instalá-los
posteriormente.
Em
relação ao Linux, já há algum tempo o panorama é diferente. Além do
sistema operacional em si, o Kernel, a maioria das distribuições Linux vêem
com uma grande quantidade de aplicativos para as mais diferentes necessidades.
Bom,
mas o que é uma distribuição Linux?
Uma
distribuição é basicamente um pacote de programas formados pelo Kernel (a
espinha dorsal do sistema operacional Linux), um conjunto de programas para
acessar os recursos do Kernel, vários aplicativos e um instalador do sistema.
Como
o Linux é um software livre, qualquer um pode montar uma distribuição de
forma que atenda a suas necessidades. O que faz surgir uma grande quantidade de
distribuições diferentes.
Vejamos
alguns exemplos de distribuições bem conhecidas no Mundo Linux:
Red
Hat - uma
distribuição tradicional, direcionada a empresas, que preza a estabilidade do
sistema e a facilidade de instalação. Atualmente as atualizações da distro são
feitas mediante contrato com a Red Hat. Para os demais usuários foi criada uma
nova versão, a Fedora Core, onde as atualizações são mantidas por um grupo
de programadores e são gratuitas. O chato é que esta distribuição vem com
poucos aplicativos para uso doméstico, não tem nenhum programa para assistir vídeos,
não vem com os principais plugins para os navegadores nem toca MP3. Ou seja, é
um programa bem empresa.
Slackware
- Adorada por muitos, é estável, totalmente configurável, dá para instalar
tanto num micro mais antigo, com poucos recursos, como em um sistema de grande
porte. Só que não é para iniciantes, todas as principais configurações são
feitas em modo texto, através de scripts, nada é habilitado automaticamente;
até o instalador é em modo texto. Instalar um Slackware não é algo muito difícil,
o problema é acertar as configurações depois. Existe uma versão do Slackware
desenvolvida no Brasil, o Definity Linux, tem a facilidade do programa de
instalação estar em Português, mas continua com suas características básicas.
Melhor não se empolgar muito.
Mandrake
- Distro de fácil instalação, praticamente tudo é configurado
automaticamente durante a instalação. Se você estiver com a impressora ligada
durante a instalação, ele a detecta e configura sem que você intervenha; as
diversas partições que você tenha em sua hd também são detectadas e
configuradas com acesso a leitura e escrita sem nenhum tipo de configuração
manual (desde que o sistema de arquivos do Windows não seja NTFS). Esta
distribuição é ideal para quem está começando e não quer se preocupar com
o funcionamento do sistema (pelo menos não inicialmente). Possui um conjunto de
ferramentas gráficas para configuração de quase todos os recursos do sistema
(Mandrake Control Center). Basicamente com o Mandrake é escolher os programas
que te interessam e sair usando. Toda esta facilidade faz com que o Mandrake
seja a distribuição Linux mais utilizada na atualidade.
Conectiva
- Distribuição brasileira que está crescendo muito no Brasil e no Mercosul.
Tem um instalador gráfico muito fácil de usar, e o site da conectiva, www.conectiva.com.br,
traz uma grande documentação sobre Linux, além da possibilidade de contratação
de suporte técnico para eventuais dificuldades que se tenha com a distro.
Eu já instalei o Conectiva 8, mas tive alguns problemas com o
reconhecimento de drives e com a instalação da impressora. No conectiva 9,
possivelmente, não teria estes problemas, mas não tive oportunidade de testá-lo.
Debian
- A distro Debian não é feita por nenhuma empresa, e sim por um grupo de
programadores. É um distribuição extremamente estável, antes do lançamento
de uma nova versão o sistema é testado durante muito tempo o que elimina
muitos bugs. A reclamação no uso doméstico é que, numa distribuição Debian
atual, você não encontra os novos programas que estão sendo lançados, há
uma diferença de quase 1 ano em relação a outras distros. Estabilidade e
confiança também custam algo.
Kurumin
- Distribuição brasileira baseada no Knoppix que roda direto do CD, não
precisa ser instalada e tem um ótimo sistema de detecção de hardware, o
hwsetup, que é capaz de detectar, configurar e ativar todos os periféricos sem
nenhuma intervenção do usuário. É muito interessante ver o que o Carlos
Morimoto conseguiu e consegue fazer com menos de 200mb; ele montou um sistema
que inclui, além de vários aplicativos e ferramentas de configuração,
drivers para winmodens que é um problema na maioria das distribuições; tudo
isto em um ambiente gráfico fácil de usar, o KDE, o que faz do Kurumin uma ótima
distro para quem está iniciando.
Outro
aspecto interessante é a condição de ampliar o sistema; instalando novos
programas através dos ícones mágicos
(scripts que baixam programas da internet) e do apt-get da Debian que instalam e
configuram os aplicativos, deixando-os prontos para serem usados. Desta forma
você pode manter o sistema sempre atualizado.
Além
do Mandrake, o Kurumin é a distribuição que mais uso, o desenvolvimento dela
é extremamente rápida, as novidades que surgem no mundo linux são
incorporadas quase que imediatamente, com um clique você pode atualizar os ícones
mágicos e testar os novos aplicativos que surgem. A reclamação de algumas
pessoas é que às vezes um recurso não é o suficientemente testado antes de
ser incorporado na distribuição, o que pode causar alguns problemas. Como por
exemplo o ícone mágico de instalação do Acrobat Reader, no kurumin 2.13, por
algum motivo ele desaparece com os ícones do Koffice (suíte de aplicativos
para escritório). Bugs à parte, o Kurumin tem se tornado uma ótima opção de
apresentação do Linux. O fato de poder ser rodado diretamente de um CD, sem
precisar ser instalado e sem riscos ao seu sistema (você pode brincar a
vontade, que depois de desligado seu micro está intacto), é um grande trunfo
para transformá-lo em uma das distribuições que mais crescem no Brasil.
Além
destas, existem muitas outras distribuições, cada uma interessada em algum ou
alguns tipos de usuários. Esta grande variedade de escolha no mundo Linux é
algo realmente interessante e é curioso ver cada um defendendo a distribuição
que mais gosta com unhas e dentes (Tudo Bem! Eu também estou “puxando
sardinha para meu lado”). Várias vezes eu li, em fóruns na internet, alguém
querendo tirar alguma dúvida e outro respondendo algo do gênero: mude para a
distribuição “x”, ao invés de responder a dúvida da pessoa. No início,
ficamos simplesmente perdidos diante de tantas opções. Quando lemos algo sobre
uma distribuição nos empolgamos e queremos usá-la imediatamente, mas nem
sempre nos adaptamos a suas características. O fato é que estes aspectos,
positivos ou não, fazem parte de um dos princípios dos softwares livres -
liberdade de escolha.
2. Aplicativos:
Uma
outra questão que devemos levar em consideração ao migrar para o Linux são
os aplicativos que usamos. Dependendo dos que utilizamos no Windows, pode não
ser vantagem migrar definitivamente para o Linux, afinal não vamos encontrar no
Linux programas como o Corel Draw10 ou o Photoshop ou o Autocad. Existem várias
receitas que fazem alguns destes programas rodarem no Linux via Wine, um
programa que cria um ambiente Windows dentro do Linux, mas não é uma tarefa
exatamente fácil; O Wine consegue rodar muitos aplicativos para Windows, mas
precisa das bibliotecas (.dll) destes programas para rodá-los. Eu instalei o
Kazaa via Wine em meu K6, ele funciona, mas usa quase que 100 % do processador
para se manter funcionando, o que
torna seu uso inviável com outros programas abertos. Ainda bem que, neste
aspecto, existem outras opções que usam a rede Fast Track sem precisar
instalar o Kazaa.
Mas
não precisamos nos desesperar, existem bons softwares livres para executar as
mais diversas tarefas, é uma questão de ir se adaptando e aprendendo a usar
estes programas. O Mandrake traz uma quantidade gigantesca de aplicativos. No
Kurumin, ótimos programas como o Open Office, Abiword, Gimp, Blender e uma
grande quantidade de jogos, estão disponíveis via ícones mágicos. Assistir
filmes, editar textos, planilhas, ouvir e gravar músicas, navegar na internet,
gerenciar e-mails, não são problemas em distribuições como Mandrake ou
Kurumin.
Um
ponto importante é que às vezes vemos a descrição de um programa como sendo
clone de um outro, mas na hora de usar... Por exemplo o Scribus, diz ser clone
do Page Maker, mas quem usa o Page Maker logo percebe que o Scribus tem muito
ainda que crescer para se tornar um aplicativo profissional. Outro exemplo é o
Sodipodi que diz ter as funções básicas de um Corel Draw, realmente é um
programa interessante, mas tente imprimir um desenho que você fez nele e você
vai se decepcionar.
Enfim!
Existem projetos que estão bem maduros e que alcançaram um nível respeitável,
outros ainda estão em desenvolvimento e muitos apenas começando a gestação.
O legal é que as novidades se espalham rapidamente e logo ficam disponíveis
para todos. Um ótimo lugar para saber o que está acontecendo, o que está
mudando, é o site www.guiadohardware.net do
Carlos E. Morimoto, autor do Kurumin. No site tem um fórum permanente sobre o
Kurumin onde são discutidos os problemas da distro, seu desenvolvimento, espaço
para tirar dúvidas e muito mais.
3. Árvore de Diretórios:
O
Sistema de diretórios e arquivos do Linux é bem diferente do Windows. Nele não
aparecem os drives A, B, C, D e etc, que estamos acostumados. Seguem algumas
diferenças que eu achei interessante:
Todos
os diretórios, mesmos as diversas partições e hds diferentes, estão sob o
diretório raiz ou root, indicado pela / (não a barra invertida do DOS), nisto
se inclui os drives de CD, disquete, periféricos e todos os arquivos de
configurações do sistema.
Na
primeira vez que fui instalar um Linux, eu escolhia a partição para instalação
do sistema e clicava em ok, e o instalador dizia que não podia continuar a
instalação pois não havia nenhuma partição para montagem do diretório root.
Demorei um pouco para descobrir que indicar o tal diretório root era só
digitar / na hora de escolher a partição e o sistema já tinha onde ser
instalado.
Outros
diretórios interessantes do Linux e que estão sob o root ( / ):
/etc:
diretório onde estão as configurações do sistema, como o gerenciador de boot
Lilo (/etc/lilo.conf), o arquivo de configuração da HD, disquetes e CD´s
(/etc/fstab) e todas as outras configurações do sistema. Em geral estas
configurações são alteradas através de programas gráficos, mas também
podemos (quando sabemos o que estamos fazendo) alterá-las diretamente nos
arquivos, bastando abri-los com um editor, modificar as linhas que queiramos e
Salvar.
/dev:
diretório onde estão os links para os diversos drives do computador. Por
exemplo a HD master é /dev/hda, se for uma HD slave é /dev/hdb. Desta forma a
partição onde está o Windows normalmente é /dev/hda1. Mas não é apenas a
HD que está na pasta /dev, estão também as diversas portas (COM, PARALELAS,
USB), o mouse, drives de CD ou disquete, etc.
/bin:
diretório onde estão arquivos executáveis do próprio sistema e links para os
demais programas. Se você cria um link de algum programa dentro desta pasta, o
programa passa a ser acessado de qualquer diretório, bastando digitar o nome do
programa dentro de um terminal.
/lib:
diretório de bibliotecas dos programas usados no sistema. Seria como onde estão
as DLLs do Windows, com uma diferença básica que são arquivos que não se
corrompem facilmente como as DLLs.
/usr:
diretório onde estão a maioria dos programas utilizados pelos usuários do
sistema, suas bibliotecas (/usr/lib), seus executáveis (/usr/bin), papéis de
parede, protetores de tela, etc.
/home:
diretório dos usuários, onde normalmente estão as configurações de cada usuário,
área de trabalho, documentos e etc. Em geral um usuário tem permissão para
ler quase tudo no sistema, mas só pode fazer alterações dentro de seu diretório,
isto ajuda bastante na segurança quando temos múltiplos usuários.
No
Kurumin, o usuário padrão é o knoppix; um usuário que tem diversas permissões
a mais que um usuário comum, inclusive de executar a maioria das funções de
administrador (root) sem a necessidade de senhas, como por exemplo instalar
novos programas. É um recurso muito interessante para o uso do sistema no CD,
mas que não é obrigatório, quando instalamos o sistema na HD, podemos modificá-lo
criando usuários comuns (sem permissões especiais). Eu particularmente me
acostumei a usar o Knoppix, acho que o sistema fica bem simples e, como
basicamente sou o único que o uso o computador, não vejo a necessidade de
ficar criando vários usuários.
/root:
onde estão as configurações do usuário root (administrador do sistema)
/mnt:
diretório onde estão os pontos de montagens, aí estão normalmente as partições
do windows (/mnt/hda1; /mnt/hda5; /mnt/hda6....), do cdrom (/mnt/cdrom) e dos
disquetes (/mnt/fd0; /fd1;...). Os pontos de montagens são como links que
apontam para os respectivos diretórios (/dev).
Esta
questão de pontos de montagem é algo que estranha no início, mas quando você
se acostuma, lida com eles sem problemas. Um cuidado que devemos ter é com o
uso do disquete e do CD. Nas diversas distribuições que instalei, inclusive o
Kurumin, quando você clica no ícone do cd, abre automaticamente o gerenciador
de arquivos (ou seja o dispositivo é montado), só que, quando você fecha o
gerenciador de arquivos, você não consegue tirar o cd, o dispositivo continua
montado (se você olhar no ícone, vai ver uma setinha verde no canto dele), você
vai ter que clicar com o botão direito no ícone e escolher a opção desmontar
(só aí ele libera o CD). No Mandrake está instalado por padrão o automont,
que faz o CD se comportar como no Windows, você ejeta e ele desmonta o
dispositivo automaticamente, bem melhor, né?
O
problema maior é em relação aos disquetes, porque, mesmo com o dispositivo
montado, não há como impedir de apertarmos o botão e tirá-lo, só que depois
o sistema não vai ler nenhum outro disquete. Quem teve o Windows 95, deve saber
do que estou falando, ao tirar o disquete estando algum arquivo aberto, aparece
aquela tela azul assustadora e em geral a pessoa reinicia o computador. Como no
Linux, as tarefas funcionam de modo independente, você vai continuar usando o
sistema, mas a unidade de disquete, até onde eu saiba vai ficar travada até
reinicializá-lo.
Então
vai a dica para trabalhar com disquetes: Depois de fechar o gerenciador de
arquivos, clique com o botão direito do mouse no ícone do disquete e escolha
desmontar, aí é só tirar o disquete e pôr outro caso necessário, não vai
ter erro.
Uma
observação importante é que estes diretórios são uma espécie de padrão.
Mas nada impede que você crie outros padrões ou faça mudanças. Tudo depende
do gosto de cada um. Se você não quer que a partição do windows não seja
montada em /mnt/hda1 é só criar um novo diretório e mudar as configurações
do fstab (/etc/fstab). Vai funcionar do mesmo jeito (se a configuração foi
feita corretamente).
4. Usando o Kurumin
O
Kurumin é um projeto desenvolvido por Carlos E. Morimoto e pode ser adquirido
através de seu site, www.guiadohardware.net.
Para conhecê-lo basta alterar a sequência de boot no setup da máquina para CDROM,
C, A, colocar o CD na bandeja e reiniciar. Na tela de login há as
principais opções de boot do Kurumin, a opção padrão é apenas teclar ENTER.
Caso aconteça algum problema de reconhecimento de hardware e o sistema não
funcione, não desista, leia o manual do Kurumin que está no CD e tente
novamente.
Abaixo
seguem alguns pontos que achei interessante destacar sobre o Kurumin.
4.1
- Gerenciador de Janelas
Ao
dar boot pelo CD, você chega ao KDE (desktop padrão do Kurumin), o
funcionamento dele é simples. Tem um iniciar como no Windows onde acessamos os
diversos programas; duas barras chamadas de Karamba, a vertical onde estão várias
informações sobre o computador e a horizontal com atalhos para vários
aplicativos; como um bom desktop também há vários ícones na área de
trabalho para nos auxiliar. Atualmente existem vários gerenciadores de Janelas
para Linux, se você instala uma distribuição como o Mandrake encontra pelo
menos umas 6 opções diferentes de modo gráfico (KDE, Gnome, BlackBox, Icwm,
Fluxbox, etc.). No Kurumin, como o objetivo é facilitar o uso, o KDE que é o
gerenciador que tem mais recursos vem como padrão, acompanhado de 2
gerenciadores leves para micros mais lentos como o Fluxbox e o Blannes.
4.2
- Lendo e gravando na hd
Como
padrão as partições da hd são detectadas e ficam desmontadas. Ou seja elas não
existem para o sistema até que seja acessadas. Os ícones das partições ficam
disponíveis na área de trabalho. A Primeira partição primária, normalmente
onde está o Windows, aparecerá com hda1; uma segunda partição primária
aparecerá como hda2; partições lógicas apareceram com hda5, hda6 e assim por
diante.
Quando
você clica no ícone da partição, ela é montada e o gerenciador de arquivos
Konqueror é aberto deixando-a, por questões de segurança, habilitada somente
para leitura. Para gravar algo você precisa clicar com o botão direito do
mouse sobre o ícone da partição montada e clicar em change read/write mode
(modo de leitura e escrita). Isto vale para partições montadas nos mais
diversos sistemas de arquivos, a exceção por enquanto é para o NTFS (sistema
padrão do Windows 2000 e XP) que não funciona em modo de escrita. Nas próximas
versões do Kurumin este recurso deverá estar habilitado, pois já está
funcionando na última versão do Knoppix (distribuição em que se baseia o
Kurumin).
4.3
- Imprimindo
Você
também pode instalar uma impressora, mesmo com o sistema sendo rodado no CD,
basta acessar o ícone que está na barra do Karamba e seguir o passo a passo do
processo de configuração. Só que é claro, numa próxima vez que abrir o
sistema, você terá que instalá-la
novamente. Quando você instala o sistema na hd as diversas configurações se
tornam definitivas.
4.4
- Navegando na Internet
Um
outro recurso interessante no kurumin é a presença de drivers para softmodens
(modens que não possuem processadores, necessitam de um programa externo para
funcionarem - também conhecidos como winmodens). Para utilizar um winmoden você
precisa saber qual o chipset que ele possui (a marca e modelo), escolher entre
os que estão no ícone habilitar softmodem. Em configurações de sistema, há
um ícone que faz a varredura do computador em busca do modem que está
instalado. Entre os winmodens que não são suportados pelo Kurumin estão o
Agere SV90 (infelizmente a maioria dos Ageres no mercado atualmente) e os
USRobotics. Se o seu modem está na lista dos suportados só é necessário
clicar em habilitar softmodem, que o sistema cuida da instalação.
Estando
instalado é só usar o kppp (está na opção conectar internet - ou digitar
kppp em um terminal de texto). O kppp funciona como o dial-up do windows, você
só precisa ter o número de telefone do provedor e o seu login. Uma observação
é que o kppp não chama o navegador, então quando houver a conexão, clique em
um dos navegadores presentes na barra de tarefa, o Mozzila ou o Konqueror e
pronto você estará navegando na internet.
Se
precisar salvar alguma página, você pode salvá-la na hd, desde que esteja
montada e habilitada para leitura e escrita. Dá para fazer donwloads sem
maiores problemas, porém, como o sistema está montado na memória RAM, não
vamos exagerar e querer baixar por exemplo outra versão do kurumin.
4.5
- Instalando o kurumin na hd
Para
instalar o kurumin na hd, leia antes o tutorial que há no Manual do Kurumin que
abre ao iniciar o KDE.
Uma
dica é usar o Qtparted, caso precise alterar o tamanho da partição windows
para liberar espaço na hd. Lembre-se que usar programas que mexem em partições
é sempre um risco. Realmente faça backup de documento importantes.
É
interessante, antes de alterar o tamanho da partição do windows, fazer um
defrag para que todos os arquivos sejam colocados no início da hd; a
possibilidade de erros é bem menor.
Estando
no qtparted, clique com o botão direito do mouse na partição que você
pretende alterar e escolha “resize”. Você verá uma barra indicando a partição
que será alterada. Para liberar espaço na hd, clique no final da partição
(onde surge uma setinha) e diminua até liberar o espaço que você precisa.
Depois é só clicar no espaço livre e criar uma nova partição. Escolha o
sistema de arquivos reiserfs (padrão no Kurumin); deixe pelo menos uns 128mb
livres no final da hd para auxiliar a memória RAM (uma partição swap); após
criar a partição para instalação do sistema, crie com o restante do espaço
da hd uma partição no sistema swap. O Qtparted é um programa experimental, se
você tem o hábito de ficar criando e elimando partições é melhor usar o
particionador que está presente no CD de instalação do Mandrake, ele é bem
mais consistente.
O
Kurumin ocupa menos de 600mb quando instalado na hd. Mesmo assim, se você
pretende instalar outros programas, é bom ter pelo menos uns 2gb para trabalhar
com folga.
Com
as 2 partições criadas, o restante da instalação é muito simples, basta ler
com atenção cada passo.
Outra
dica: mesmo não tendo impressora instalada, peça para que os módulos de
impressão sejam instalados, eles são pequenos, não vão atrapalhar e
facilitam bastante caso você queira instalar uma impressora depois.
Um
outro ponto importante na instalação é ativar o gerenciador de login (Lilo).
Para que você possa escolher no momento em que liga o computador qual sistema
quer usar, Windows ou Kurumin, você tem que instalá-lo na MBR (trilha inicial
da hd) e depois descomentar (tirar o #) as linhas referentes a partição do
Windows. O arquivo de configuração está bem explicado, basta ler com atenção
que não tem erro. Mas para o caso de algo sair errado, grave um disquete de
boot, com ele você poderá acessar o sistema independente do Lilo. Estando no
Kurumin, há um ícone em configurações de sistema para fazer as alterações
necessárias no Lilo e assim corrigir eventuais problemas.
Uma
outra dica do Lilo é modificar a linha referente a definição de tela, isto se
você tiver monitor de 14 ou 15 polegadas, para 800x600 é só trocar na linha
vga=791 para vga=788.
Com
estas dicas, acredito que dá para instalar o Kurumin sem maiores problemas.
Bom!!!
É isso ai!!!
Francisco